Os processos e métodos educacionais no Brasil sempre foram temas polêmicos e alvo de duras críticas sociais. No cenário político nacional o aparente descaso com as bases educacionais, em especial o ensino fundamental de crianças e jovens, manteve constante o alerta quanto à qualidade dos professores, das escolas e quanto à capacidade intelectual da população. Inevitavelmente, tais fatores refletiram na educação continuada, na graduação e nas mais diversas áreas de ensino.
Todavia os dados retratam um Brasil que tem interesse em aprender, em capacitar-se e atualizar-se. As oportunidades para quem deseja estudar são diversas e buscam, cada vez mais, facilitar o acesso democrático à qualificação, à graduação e às especializações. Tal facilidade não se refere unicamente às possibilidades financeiras, mas também à flexibilidade de horários e deslocamentos, tornando viável o estudo para pessoas com família, empregos, horários dificultosos e aos que moram em localidades onde não existe o curso ou formação desejada.
A realidade social e suas transformações também são fator determinante nas mudanças educacionais. O desenvolvimento de tecnologias e comunicações possibilitam, cada vez mais, que o ensino e o aprendizado ultrapassem barreiras econômicas, fronteiras geográficas e limitações pessoais.
Diante da evidente alteração na realidade e nas necessidades dos estudantes, a educação a distância, já fixada com louvor em outros países, enraíza no Brasil com resultados mais que positivos.
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